quinta-feira, 7 de abril de 2011

Chacina, crianças, adolescentes e outros assuntos

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com [']adolescentes['] brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." - Paulo Freire (1921-1997)

POR Jeanice Soares

A chacina de 12 crianças/adolescentes, com idade entre 12 e 15 anos, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Região Oeste do Rio de Janeiro (RJ), consumada na quinta-feira (07/04), pelo jovem atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, causa imensa repercussão e comoção por todo o nosso País.

Esse exemplo de violência nas escolas cariocas serve de alerta às autoridades políticas, policiais e à sociedade brasileira como um todo. Até onde vai a banalização da violência? Vale lembrar que seria bom, além de manter um posto policial em bairros da periferia das cidades, como os de Montes Claros, ou mesmo o próprio Rio de Janeiro, que a força policial estivesse presente na hora da entrada e saída dos alunos das escolas.

Fazer revista em pessoas estranhas que visitam escolas é urgente. Essa ação preventiva evitaria que casos dessa natureza venham a se repetir em outros cantos do nosso País. Quanto ao assassino, covardemente, suicidou-se. Mas ele é resultado do meio em que vive, ou não? Se ele estivesse vivo, seria certamente condenado por causa dessa chacina, com penas duríssimas sobre ele.

Os sistemas prisionais do País poderiam ter um trabalho renovado. Ao invés de deixar o preso ocioso, os responsáveis pelo sistema prisional brasileiro deveriam incentivar nesses territórios cursos profissionalizantes para que os encarcerados pudessem aprender algum ofício. Inicialmente, a população carcerária exerceria o ofício de forma voluntária. No entanto, é preciso sempre uma união entre o trabalho intelectual e o manual.

Os autores de atos infracionais aprenderiam ofícios como a marcenaria, serviço de pedreiro, computação, a ler, a escrever, a ser escritor, poeta, e outros. Mais do que visitações da Pastoral Carcerária, que evangelizam os presos, fazer uma ação global dentro dos presídios é essencial, o que já acontece. Recentemente (no dia 12 de março de 2011), esse organismo arquidiocesano relizou várias oficinas com os condenados.

Através de parcerias, possibitou aos presos recuperação da sua dignidade humana. Ações, como cortes de cabelo e regularização de documentos pessoais, reincluíram socialmente os presos, sem passar as mãos na cabeça deles, resgatando-os, de forma séria e sensata, para voltar ao convício comunitário, em sociedade. A Pastoral tem parcerias com diversas entidades. Neste final de semana, ela participará de encontro formativo em Divinópolis (MG), com o apoio da Associação de Apoio, Proteção e Amparo à Criança da Arquidiocese de Montes Claros (AAPAC-ARQUIMOC) - Rua Januária, 387, Centro de MOC.

Apesar de parecer ser uma entidade de apoio único exclusivo às nossas crianças, o que não deixa de ser verdade, também, a AAPAC sabe que protegemos as nossas crianças com cursos de formação para os nossos adultos, com um conhecimento menos vasto. Voltando ao assunto Pastoral Carcerária, esta conseguiu que o Projeto "Mova-Brasil", da Petrobrás, fosse para dentro dos presídios. O "Mova-Brasil" é um trabalho de alfabetização de jovens e adultos e segue a Metodologia do pedagogo Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997). As turmas capacitadas têm cerca de 25 alunos. Em um projeto integrado, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) conseguiram que 40 turmas, espalhadas em assentamentos e acampamentos rurais e em outros lugares da região, fossem formadas para a concretização desse bonito trabalho.


Jeanice Patrícia Pereira Soares é leitora e telespectadora

NOTÍCIAS QUE VOCÊ NÃO COSTUMA VER NA TV

Pastoral Carcerária de Minas Gerais promove Encontro em Divinópolis

A Pastoral Carcerária de Minas Gerais promoverá Encontro do Regional Leste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na cidade de Divinópolis entre os dias 08 e 10 de abril de 2011. Participarão do encontro agentes, coordenadores e articuladores (arqui)diocesanos de todo o estado. O objetivo do encontro é trabalhar os temas "Mediação de Conflitos" e "Justiça Restaurativa", tendo em vista o perdão como o primeiro passo para a Justiça.

O encontro será assessorado pela Ir. Nelly Boonem, do Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo (CDHEP). O objetivo é que participem do encontro representantes de todas as dioceses. Esses serão multiplicadores das práticas de "Mediação de Conflitos" e "Justiça Restaurativa" em suas equipes. O encontro acontecerá no Centro de Formação das Pastorais. Trabalhos e projetos realizados com presos e/ou seus familiares serão expostos pelas equipes.

A nossa Arquidiocese de Montes Claros será representada pelo coordenador arquidiocesano Dílson Antônio Marques e uma Equipe de Agentes da Pastoral Carcerária que atua nos ambientes prisionais do Norte de Minas Gerais. Outras informações pelo telefone (31) 3428-8360 ou pelo e-mail: pcrarquidiocesebh@gmail.com.

Serviço
Centro de Formação das Pastorais
Rua Mato Grosso, 503, Divinópolis
(37) 3221-3066
(37) 3221-3066

Contato
Dílson Antônio Marques
Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Carcerária
Rua Ellis Chamone, 521, Cristo Rei
39.402-562
Montes Claros - MG
(38) 9102-8309
(38) 3214-1084
pastoralcarcerariamoc@yahoo.com.br
dilsonmarques@oi.com.br

FONTE DESTA NOTÍCIA
www.arquimoc.org.br

Comércio de armas de fogo aumenta 70% desde referendo de 2005

Extraído de Espaço Vital - 09 de julho de 2010

Em 2010, completam-se cinco anos desde a realização do referendo nacional, no qual a população decidiria se o comércio de armas de fogo e munição deveria ser proibido no país. A consulta popular havia sido prevista pelo Estatuto do Desarmamento, aprovado dois anos antes e que impôs regras mais rígidas para o registro de armas.

No referendo, 59 milhões de pessoas optaram por manter o comércio de armas de fogo no país, contra apenas 33 milhões que queriam a proibição. Os dados do Exército mostram que a venda de armas no país - que havia sido reduzida 89% entre 2001 e 2004 devido ao Estatuto do Desarmamento - voltou a crescer depois do resultado do referendo.

Apesar do comércio de armas de fogo no país ainda ser bastante inferior ao de antes do Estatuto do Desarmamento - em 2001 foram vendidas 566 mil armas no país -, os números mostram um crescimento das vendas entre o ano do referendo e o ano passado. Segundo dados do Exército, as armas mais vendidas para os cidadãos comuns são os revólveres e pistolas, nos calibres 32, 38 e 380. Já os policiais e militares adquirem mais as pistolas 9 milímetros e 40.

Importação e mercado de armas aquecido

Já o comércio de armamento importado no Brasil também mostra crescimento entre 2009 e 2005. Em 2009, o Brasil importou 3,2 mil armas, isto é, quase três vezes mais do que em 2005, quando foram importadas 1,1 mil. Não são contabilizadas as armas importadas pelas Forças Armadas (com informações do jornal "Folha de São Paulo").

FONTE DESTA NOTÍCIA
www.jusbrasil.com.br

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Imagem registrada de dentro de ônibus do Estádio "Governador Magalhães Pinto", o popular "Mineirão", em Belo Horizonte (MG), que sediará jogo de semifinal da Copa do Mundo de 2014; a imagem foi registrada durante viagem de formação em dezembro de 2011 do Projeto "Escola da Cidadania Dom Luciano Mendes de Almeida" na Arquidiocese de Montes Claros [clique na imagem e leia as Novas Diretrizes Arquidiocesanas 2011-2015]